A Brasil Game Show está ocorrendo dos dias 5 à 9 de outubro, sendo dos dias 7 à 9 a feira. De ontem até amanhã está rolando a conferência com palestras para jornalistas e atuantes na indústria.

Dentre as milhares de palestras simultâneas, uma das mais interessantes foi a que abordava o Desenvolvimento de jogos indie, apresentada por Rafael Rodrigues da empresa indie brasileira Aquiris.

Rafael começa a palestra falando da própria Aquiris e comenta que não se é possível acertar de primeira num projeto. A Aquiris fez mais de 20 jogos em 2 anos e citou a Rovio (que palestrou mais cedo) que fizeram 50 jogos até o Angry Birds. 50 falhas até um jogo que fez sucesso. E que sucesso.

Como entrar no mercado de games com gigantes estabilizadas

Existe um novo mercado de games atualmente: os jogos casuais, sociais e mobile. Esse mercado relativamente recente, já representa 51% do tempo gasto com jogos. Esse é o público chamado softcore.

O público softcore(ou gamers casuais):

  • Não se importa com enredo, o foco é a diversão
  • Prefere a simplicidade à complexidade de WoW
  • Se contenta com gráficos 2D em flash, ao contrário do hardcore com gráficos realistas como Crysis.

Produção de jogos indie

O jogos indie em sua síntese são produzidos por uma pessoa ou pequena equipe SEM financiamento. Os jogos indie são oportunidade para se dar a chance de errar, experimentar e, como próprio Rafale enfatizou: “Aprender, Aprender, Aprender!”.

Pode não parecer, mas, o mais complexo para um grupo de desenvolvedores é concluir o projeto. Todos ficam animados no começo, tem varias idéias e expectativa, mas, nem sempre elas se cumprem. Por isso, terminar a primeira fase de um jogo, já é um grande passo.

A melhor maneira de se estudar é produzir um jogo. Como o próprio Rafael disse “Um Currículo é menos que um portfólio, que é menos que um protótipo, que é menos de um game”. Melhor maneira de mostrar o seu trabalho é produzindo um game.

Mercado de jogos indie

O mercado de jogos indie não era possível há 5 anos atrás, hoje com veículos de informação e distribuição como a Steam, Sites Especializados e o Humble Bundle, os jogos indies possuem um mercado e, o mais importante, um público. Hoje me dia, os jogos indies tem sim a possibilidade de dar certo.

Dicas

O Rafael deu algumas dicas pra quem está querendo colocar a mão na massa:

  • Levar a sério – É o mais importante. Não adianta começar um projeto se você acha que vai cansar em alguns meses. Não se esqueça, jogos de grandes empresas demorar pelo menos um ano para serem produzidos. De empresas indies, podem levar 4 anos ou mais.
  • Qualidade x Quantidade – Bom, não adianta nada lançar um jogo por mês se a sua qualidade está no chão. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre Qualidade e Quantidade. Sempre enfatizando a qualidade, claro.
  • Design x revolução – Lembre-se, é um jogo indie. Ele tem curta duração e as pessoas provavelmente terão que correr atrás do seu jogo. Elas esperam um jogo, no mínimo, diferente. Não necessariamente algo revolucionário, mas, pelo menos, uma abordagem diferente. Portanto, fazer MAIS UM clone de Counter-Strike não é o caminho certo.
  • Inovar sempre que possível – Se você acha que a sua idéia de jogabilidade ou de design é maluca demais, não se preocupe, o jogo indie é a melhor oportunidade para testá-la e ver se ela funciona. Mesmo que fuga de padrões estéticos ou de mecânica.
  • PENSAR PEQUENO – Infelizmente, seu jogo não nascerá um AAA. Pense pequeno e trabalhe no seu projeto por partes. Analise cada etapa separadamente e conclua-a com o máximo de esforço possível. Lembre-se: cada etapa já é um gigantesco passo.

Conclusão

O caminho será árduo, mas, com persistência, é possível fazer um bom projeto indie. E exemplos, até mesmo brasileiros, não faltam.

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