Em algum momento da minha vida eu cheguei na seguinte conclusão: Vivemos numa estrutura educacional onde produzimos trabalhadores e não patrões. Bem simples, nasci nos anos 80 e a missão dada a uma criança dessa época era estudar e ser o melhor para passar numa colégio militar, concurso ou simplesmente ter um bom emprego para almejar um bom salário, de certo modo acho que o mundo ainda vive assim, são ainda inexpressivos projetos onde criam verdadeiros gestores ou empresários.

Se você não fizesse parte dos estudiosos da classe e não passasse de ano entre os primeiros da mesma iria ter a alcunha de ser um “carroceiro”, um mero puxador de jegue, um trabalhador braçal ou talvez cuidando de outros serviços muldanos. Assim foi minha infancia, com esse poético terrorismo familiar, pena que as nossa estrutura não verifica o potencial das pessoas e focam somente de como elas deveriam ser ou fazer.

Na minha época de escola era basicamente: os nerds introspectivos, os “Bobos da Corte“, o “popular”, a Gordinha e as Meninas lindas que todo Nerd queria dar o sonhado primeiro beijo. Tirando os que tinham boas notas e passavam sem fazer a pavorosa recuperação e prova final sobravam crianças com seus sonhos sendo anarquizados pela escola e pais.

Essa geração desses “Excluídos” foi justamente a primeira geração popular de uso a internet, primeira geração de blogs.  A internet é ótimo caminho para pessoas introspectivas e a aqui é a terra para que seus sonhos fiquem reverberando até pessoas que lhe ajudem a conquista-lo.

Joao Pedro Motta ( @oficialjoao )

O Engraçado mesmo é ver hoje alguns Nerds donos empresas com uma receita bastante interessante;  ver os “bobos da corte” donos de grandes sites de humor e tendo uma expectativa de vida muita boa;  Interessante ver pessoas que sempre tiraram notas baixas as vezes em todas as matérias e hoje mostrando seu potencial e ganhando melhor, sendo mais reconhecido.

A pessoas dizem que essa revolução da internet e das Redes Sociais foi inesperada, claro que foi, as pessoas em sua grande maioria querem moldar as coisas: “Nascemos original e morremos cópia”. E terminando parafreseando o amigo Joao Pedro Motta, Palestrante, programador e Empresário – 16 anos, não mate seus sonhos!

“Trabalho é uma solução de curto prazo, para um problema de longo prazo”

Espero que eu tenha conseguido passar o que eu quis dizer.

6 Comentários

  1. Só acho curioso ressaltar que o empreendedorismo não é novidade no Brasil. Desde os primórdios, na hora do aperto, o brasileiro sempre deu um jeito de “se virar”. Vide os camelôs, por exemplo.

    O grande problema é que os novos empreendedores cometem velhos erros: não se preparam. Muitos embarcam nessa emocionante aventura e não procuram saber nada sobre gestão. Ficam vendo se aguentam o tranco. Cerca de 40% das novas empresas no Brasil não vivem mais que 3 anos. Novas ideias, vícios antigos. Vamos ampliar a gama de conhecimento, galera. Não custa muito (financeiramente) adquirir novas “ferramentas” para essa obra.

    • EXATO, verdade, Mas ainda sim os camelôs e as pessoas que “se viram” geralmente são também parte dessa geração de “excluidos” como o @oficialjoao falou para mim agora aqui pelo Facebook: “o mundo é dominado hoje pelos excluidos”

  2. Não acho que você deva se prender a esse lance de “excluídos”. Para ser empreendedor, basta ter uma boa ideia na cabeça. Quer um exemplo? As blogueiras de moda, que ganham muito dinheiro com isso, estigmatizando, eram garotas populares na escola.

  3. Sou um desses exemplos citados no post. Minha vida acadêmica vai de mal a pior, porém tudo o que é apresentado na faculdade eu aprendi durante a minha curta (só 2 anos) experiência profissional.

  4. Concordo com vc! Aliás todas os jovens da geração X (nascidos na decada de 80). Mas não acho que são “os fracassados ou excluídos”, acho que “somos” jovens talentosos que agora se interessam em fazer o que realmente gostam, e procuram conhecimentos para tal. Somos efetivamente mais produtivos, não menos estudiosos ou inteligentes, só que com mais conhecimentos diversificados. Só não podemos correr o risco ou tentar abarcar o mundo com as pernas, mas podemos tentar abraçar com os braços, hehe…

DEIXE UMA RESPOSTA