Super Mario

Em tempos cada vez mais modernos, pós-modernos, hiper-modernos, acompanho uma tendência um pouco peculiar nesses caminhos que me fazem cruzar meus conhecimentos: a história e a tecnologia. Noto que uma tendência de simplificação, de facilitação, tem cada vez mais se encontrado presente no mundo tecnológico. Ao invés de teorias complicadas, múltiplos botões e códigos complexos, observo que a democratização do acesso, a facilidade e a usualidade das facilidades tecnológicas tem ganhado e dominado o mercado. Bem, trocando em miúdos, está ficando mais simples tratar do que era um bicho de várias cabeças. Analogias à parte, as cabeças eram muitas em tempo de video-cassete. Lá quanto mais cabeças melhor. Agora torna-se necessário apenas uma, e que ela seja funcional.

Convido o leitor a analisar uma das dimensões tecnológicas para comprovar essa hipótese. O mercado do entretenimento. Os videogames. Já notaram como os jogos estão sendo cada vez mais simples e divertidos? Podemos observar já a própria estratégia do Wii e do Nintendo DS que primam pela diversão e não pela complicação para que possamos entender do que eu estou falando. O potencial da tela sensível do DS e o fenômeno Ouendan, que é apenas um jogo que treina o ritmo e a coordenação motora, mostram como é simples se divertir. Vejam só o jogo:

Ainda nos portáteis temos Patapon para o PSP que segue a mesma linha. Joguinho “bobo”, “simples”, mas divertido. Basta coordenar o ritmo que os bichinhos cantam para acertar os adversários. Veja o vídeo:

Falei do Wii, nem preciso falar dos jogos simples que tem feito sucesso em todo o mundo. Na verdade é lógica é enterter. Relembrar os tempos que simplesmente colocávamos um cartucho (sou velho mesmo) e jogávamos com amigos. Jogos tirados de locadoras que rendiam horas de diversão. Porém essa tendência de diversão tão comum nos videogames da década de 80 e início de 90 foi caindo por terra com a expansão da memória dos consoles e com o famigerado “save game”. O que isso significou?

O aumento das horas de jogo, de jogos “solo” e de aventuras quase intermináveis. Daí um boom de rpgs, fps e vários gêneros que tornavam a diversão “difícil e cansativa”. Vamos a dois exemplos em uma abordagem histórica sobre o que digo: os jogos de corrida e os de luta.

Chamo de jogos de corrida, pois foram assim que eles foram criados. A criação de “simuladores” já denota para a complexificação dos jogos. Um marco foi Gran Turismo. Lembram-se do subtítulo “the real car drive simulation”. Nada contra os adoradores de Gurps, mas por vezes aquilo era “mais real que a realidade”. Tanto que em GT2 o “arcade mode” virou um disco à parte. A “simulação” ficava em um disco próprio. Quem não perdeu horas customizando o carro, comprando peças, para ganhar aquele troféu que só podia ser disputado com carros com tração nas rodas traseira da marca Nissan (?!?!?!?!?!), por exemplo. Nada contra esses jogos, que são bem feitos, divertidos, etc. Show de imagem e tecnologia. Mas há momentos que o bom e velho Mario Kart com seus cascos vermelhos, bananas e toupeiras é muito mais divertido, não? A prova que a tendência à simplificação está aí é que gêneros tipo “Mario Kart” se multiplicaram.

Já chegaram a jogar Chocobo Racing?

Pois bem, ainda há os jogos tipo “racha”. Simples, divertidos. Fáceis de aprender. Nem falo da diversão que é também pintar o carro, customizá-lo, etc.

Agora falemos de jogos de luta. Lembro-me que fiquei assustado com Killer Instict, quando saiu. Combinações de botões absurtas. E Mortal Kombat III, com combos gigantescos para fazer? Lembram-se disso?

E disso?

Bem, tirando o fato de todos nós ficarmos felizes com o “one-buttom-fatality”, e de ficarmos com ódio quando aquele especial de King of Fighters não sai… Notamos que jogos de jogabilidade simples vem tomando conta do mercado… Sabe aqueles joguinhos que o acionamento de golpes especiais é simples? Observem como são legais, e como tem feito sucesso:


One Piece Grand Battle 3

Jump Super Stars

Battle Stadium D.O.N.

Bem, acho que essa foi só uma pequena abordagem de como é simples se divertir, e como é chato ter que fazer pós-graduação em um jogo, ler um livro inteiro para entender a mecânica do jogo. Entrar em fórum, praticamente se catequisar em um jogo para começar a jogar. A tecnologia também é assim. É preciso ser simples. Apenas para fechar, há algo mais simples em questão de programação que o mega-sucesso abaixo?

É, é hora de simplificar…

DEIXE UMA RESPOSTA